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sexta-feira, agosto 18, 2006

3ª FEIRA DO CONCURSO

Quem não pôde comparecer na 3ª Feira do Concurso vai ter agora a oportunidade de ouvir as palestras através do site www.editoraferreira.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1936&sid=12.
No envento rolou palestras interessantes como a do auditor Ricardo Ferreira "Passe em concursos públicos agora. Pergunte-me como".

Já aqueles que desejam adquirir livros, apostilas ou bolsas de estudos por um preço especial terão que esperar o próximo evento.

O único problema foram as filas gigantescas. Eu mesmo, desisti de comprar alguns livros, não só pelo tamanho da fila, mas também pela demora no atendimento. Valeria a pena um melhor planejamento por parte dos responsáveis dos stands no que se refere às vendas. Talvez um maior número de máquinas de cartões de débito e crédito, mais vendedores, etc.


Feira do Concurso > http://www.feiradoconcurso.com.br/feira/sys_con/
Editora Ferreira >http://www.editoraferreira.com.br/

quinta-feira, agosto 17, 2006

Pequeno texto sobre Auditoria Externa

A auditoria externa ou auditoria independente surgiu como parte da evolução do sistema capitalista. No início as empresas eram fechadas e pertenciam a grupos familiares. Com a expansão do mercado e o acirramento da concorrência, houve a necessidade da empresa ampliar suas instalações fabris e administrativas, investir no desenvolvimento tecnológico e aprimorar os controles e procedimentos internos em geral. Portanto, necessitaria de muitos recursos para implementar todas essas mudanças, montante que não conseguiria captar através de suas operações normais e nem havia tal disponibilidade de recursos por parte de seus proprietários. Por conseguinte teve a empresa de captar tais recursos junto a terceiros, através de empréstimos bancários de longo prazo e abrindo seu capital para novos acionistas.
Surge a necessidade da empresa tornar-se mais transparente em seus negócios, buscando atrair novos investidores e manter o interesse dos acionistas. A melhor forma de o investidor obter informações sobre a empresa seria através das demonstrações contábeis, ou seja, do balanço patrimonial, da demonstração do resultado do exercício, a demonstração das mutações do patrimônio líquido, a demonstração das origens e aplicações de recursos e as notas explicativas.
Devido à importância das demonstrações contábeis para os investidores, e de todo o sistema capitalista essas demonstrações para ter a credibilidade necessária, passaram obrigatoriamente a ser analisadas por um profissional independente da empresa, o auditor independente e toda empresa de capital aberto a ser registrada no caso do Brasil, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM)

A Comissão de Valores Mobiliários, criada pela lei nº 6385/76, é uma entidade autárquica e vinculada ao Ministério da Fazenda. Funciona como um órgão fiscalizador do mercado de capitais no Brasil.
Segundo a instrução normativa nº 308 de 14 de maio de 1999, da CVM, o auditor externo, para obter o registro nesta, e, por conseguinte exercer sua atividade profissional, pessoa física, deve comprovar cumulativamente:

I. Estar registrado no CRC

II. Haver exercido atividade de auditoria por um período não inferior a cinco anos, contado a parir da data de registro no CRC.


III. Estar exercendo atividade de auditoria, mantendo escritório profissional legalizado, em nome próprio, com instalações compatíveis com o exercício da atividade de auditoria independente.


Para fins de registro na categoria de Auditor Independente - Pessoa Jurídica, deverá a interessada atender às seguintes condições:
Estar inscrita no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, sob a forma de sociedade civil, constituída exclusivamente para prestação de serviços profissionais de auditoria e demais serviços inerentes à profissão de contador;
Que todos os sócios sejam contadores e que, pelo menos a metade desses, sejam cadastrados como responsáveis técnicos, conforme disposto nos §§ 1º e 2º do art. 2º.
Constar do contrato social, ou ato constitutivo equivalente, cláusula dispondo que a sociedade responsabilizar-se-á pela reparação de dano que causar a terceiros, por culpa ou dolo, no exercício da atividade profissional e que os sócios responderão solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, depois de esgotados os bens da sociedade;
Estar regularmente inscrita, bem como seus sócios e demais responsáveis técnicos regularmente registrados, em Conselho Regional de Contabilidade;
Terem todos os responsáveis técnicos autorizados a emitir e assinar parecer de auditoria em nome da sociedade, conforme disposto nos §§ 1º e 2º do art. 2º, exercido atividade de auditoria de demonstrações contábeis, comprovada nos termos do art. 7º; dentro do território nacional por período não inferior a cinco anos, consecutivos ou não, contados a partir da data do registro em Conselho Regional de Contabilidade, na categoria de contador;
Terem sido todos os responsáveis técnicos aprovados em exame de qualificação técnico previsto no art. 30;
Manter escritório profissional legalizado em nome da sociedade, com instalações compatíveis com o exercício da atividade de auditoria independente, em condições que garantam a guarda, a segurança e o sigilo dos documentos e informações decorrentes dessa atividade, bem como a privacidade no relacionamento com seus clientes; e;
Manter quadro permanente de pessoal técnico adequado ao número e porte de seus clientes, com conhecimento constantemente atualizado sobre o seu ramo de atividade, os negócios, as práticas contábeis e operacionais.
Segundo dados fornecidos pela CVM, atuam hoje no mercado mobiliário brasileiro, 318 (trezentos e dezoito) empresas de auditoria e 99 (noventa e nove) auditores pessoa física.,

Atualmente existem registradas na CVM 620 (quatrocentas e noventa e seis) empresas de capital aberto.

O trabalho resumiu de uma maneira sucinta um pouco da base teórica da auditoria de levantamentos de uma possível atuação do auditor frente ao mercado. O trabalho se concentrou no levantamento da existência das sociedades abetas no mercado, da quantidade de empresas de auditoria em atuação no país e por fim das exigências da qual um contador precisa para auditar uma S.A. Podemos concluir que pelo seu alcance e abrangência, a procura por este serviço de auditoria multiqualificada tende a se acentuar e se consolidar como uma poderosa ferramenta de auxílio para consecução de margem competitiva exigida para que governo e instituições possam enfrentar os desafios presentes e vindouros.

Bibliografia:
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria. Um Curso Moderno e Completo. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2003.Site: www.cvm.gov.br, em 13 Ago 2006.

Esse texto foi elaborado pelos alunos Alecsander, Breno, Júlio, Ângelo e Renata do 8º período do Curso de Ciências Contábeis da UNESA - Vila Valqueire.

terça-feira, agosto 15, 2006

Sistemas Contábeis

Acredito que a turma, assim como eu, quando ouviu falar na disciplina sistemas contábeis, teve a impressão de que se depararia com um programa de computador, baseado em débitos e créditos, com o qual trabalharia num laboratório qualquer durante todo o semestre. Pois é, não foi nada disso que aconteceu.
Segundo o professor Gabeira, a definição de sistema vai muito além disso. Vai do átomo ao universo. Sistema é tudo aquilo que está ao seu redor, inclusive dentro de você. Um sistema, na visão científica, é um conjunto que se organiza para alcançar um fim comum. A maneira enaltecedora que o Profº Gabeira fala dos sistemas fez com que eu pesquisasse um pouco e achasse um texto interessante e engraçado. Confira:
O que é o sistema?
Maurício Gomes Angelo - Publicado em 31.01.2005
Aviso aos navegantes (engraçado como esse termo soa apropriado): Este artigo não têm nenhuma pretensão de entrar para o hall das reflexões humanas mais complexas da história e nem de ser o guia político mais completo que se tem notícia, ele visa, de um jeito descontraído e palpável, tentar compreender melhor o que é o “sistema”, você sabe o que é o sistema?Quem está minimamente ligado com o mundo da leitura (seja a literatura propriamente dita, textos, contos, crônicas, artigos, jornais, revistas, sites...) ou mesmo quem tem pouca intimidade com ele sempre se depara com uma palavrinha enigmática: sistema. Não simplesmente sistema. Mas “o” sistema. O sistema é tratado como um deus, uma entidade soberana, onisciente, de imenso poder, uma entidade que rege a vida de toda a população mundial. Às vezes, o sistema é tratado por um heterônimo: a máquina. São, no fundo, a mesma coisa. Pois bem, o sistema é alvo de toda investida que se julgue válida e reacionária. É o culpado por tudo. Não sabe a quem culpar? Culpe o sistema. Embora possa soar vago e incerto, você certamente será visto como alguém culto e consciente.Falar sobre o sistema se tornou algo tão natural e rotineiro que me parece que ninguém nunca pára pra pensar no que é realmente o sistema ou espera que todos deduzam e saibam o que ele é. Esquecem-se que nada é tão traiçoeiro quanto o óbvio. Para desvendar melhor esse “óbvio” resolvi pensar a respeito. A reflexão a seguir foi elaborada em forma de “faq” (frequently asked questions – perguntas feitas freqüentemente). Pensem e divirtam-se.
O que é o sistema?
Podemos responder essa indagação de várias maneiras. Poderíamos dizer que o sistema “é tudo que está á sua volta, tudo que foi criado ou que existe e que te mantenha inserido dentro dele”. O sistema é, em suma, o mundo em que você vive (ou pelo menos o mundo em que você acha que vive ou tenta viver). O sistema se manifesta sob diversas formas. Ele é o mundo regido pelas leis e regras (sejam físicas ou morais), é também produto direto das instituições governamentais.Mas ele não se resume a algo concreto, de fácil definição ou limitado. Ele pode ser o conjunto de conceitos éticos que seus pais lhe ensinaram durante sua vida e pode ser também a guerra. Ele pode ser o mendigo da esquina ou o sultão bilionário da África. O garoto tomando sorvete ou o pai se embebedando com whisky. O político de cara lavada da tv ou o militante de extrema esquerda. Englobando coisas as quais não podemos reivindicar a criação, o sistema é tudo que nos diz respeito. É a indústria, o governo, os meios de comunicação, as escolas, as universidades, os parques, a religião, a família, o individuo, a sociedade. É o prazer, o amor, o pecado, a dúvida, a retidão, o ódio, a indiferença. É o passado, o presente e o futuro. Tudo isto é o sistema. Ouso dizer –
ob todas as implicações que isso traz – que ele é imortal.
Quem criou o sistema?
Nós. Eu, você, seu pai, sua mãe, Maquiavel, Lênin, Hitler, Darwin, Buda, Jesus...a partir do momento em que passamos a existir ou nos manifestar de forma racional e organizada na terra. Quem o criou fomos nós. Os seres humanos.
O sistema é mau?
Não. O sistema não é necessariamente mau. Como ele é ambíguo e se manifesta sobre mil formas diferentes, sua natureza não pode ser considerada essencialmente má. Ele não é um demônio superpoderoso sugador de almas humanas. Pelo menos não na maior parte do tempo.Então porque é feita tanta propaganda para que o sistema seja combatido?Simples meu caro. O sistema não é todas as suas definições explanadas acima manifestadas sob sua forma original, pura, inócua. Mas antes, são elas transmutadas, manipuladas, centralizadas e controladas na maior parte das vezes sob interesses maléficos. Ou então, é a inversão desses valores tratados de forma natural, maquiados para que pareçam aprazíveis, confortáveis e sedutores ao gênero humano. E logo se tome consciência disso, torna-se natural concentrar os esforços para que ele seja exposto e destruído.Hummmm...e como eu faço para destruir o sistema?Uma bela forma de combater o sistema é sendo poeta, escritor, pintor, jornalista...etc. Mas isso são substratos incertos e instáveis que estão em minha mente e não devem ser levados como regra. Se você não possui o talento ou aptidão para alguma das coisas acima, comece por sendo apenas você mesmo. O sistema odeia quem consegue ser ele mesmo. É o que ele mais teme. Seja sociável mas anti-social. Aberto mas individualizado. Generoso mas egoísta. Maleável mas cético. Compreende?
Como eu me insiro no sistema e que implicações tem a sua destruição?
Você não é algo à parte do sistema. Você está completamente inserido dentro dele. Você nasce nele, com efeito, você É o sistema. Mas um belo dia (se tudo conspirar para isso e você ajudar) como todo bom filho revoltado, você se rebela contra o sistema. Você renega a si mesmo, a sua origem, você não quer mais permanecer sob o jugo do papai. Você, na condição de “sisteminha”, de ramo da árvore, de elo na corrente, aponta o dedão para a cara do papai sistema e o rejeita. Faz juras de ódio eterno e se desprende prometendo se vingar. Toma consciência de todo o tempo que passou sendo enganado. Começa aí a sua vendetta. Seu primeiro ato será procurar “sisteminhas” revoltados iguais a você. Ser o sistema e estar fora dele é um profundo ato de duplipensamento. É o duplipensar em sua forma mais pura. Destruir o sistema – sob o aspecto totalitário e idealizado que a expressão carrega – não é possível. Podemos no máximo reunir e estabelecer contato com o maior número possível de “sisteminhas” revoltados e daí, minando sua força e campo de atuação, tentar criar um “outro mundo”, criar um outro sistema sadio, independente e crítico esforçando-nos para que a sua influência consiga “resgatar” outros “sisteminhas” ludibriados, fortalecendo-nos para encarar a guerra com “o” sistema.Isso não é combater utopia com distopia? Não é uma analogia da eterna guerra entre o bem e o mal?Nossa intenção, e quando digo nossa, refiro-me aos “sisteminhas revoltados” que a partir de agora serão chamados de “inmassa”. Pois bem, a intenção dos “inmassa” não é combater um mundo falso, podre e cheios de regras ditatórias com um outro mundo recheado de leis e regimentos duvidosos, não é criar duas frentes de batalha que guerreiem em segredo, não temos pretensão nenhuma de dizer o que é “bom” ou o que é “mau”. Mas antes, é quebrar parâmetros (e não estabelecer nenhum), destruir conceitos enraizados e levar o ser humano ao seu mais alto desabrochamento enquanto indivíduo. O resto, o florescer da cultura, do pensar, do senso crítico, virá naturalmente como conseqüência de sua independência em relação á máquina. Para todos os efeitos, e aos olhos dos tolos, não temos objetivo nenhum, partindo do principio de que nossa subsistência e desenvolvimento não depende dele.Como podem ver, o sistema, por trás de toda sua pseudo-imponência e de suas barreiras impenetráveis, é fraco, é pobre, quebra-se com facilidade, não resiste ao mero despertar de um único individuo. Pesa contra ele sua própria natureza, seu próprio instinto assassino. Quem sai, nunca mais quer voltar.Aos “inmassa” velhos de guerra e aos recém-convertidos, minhas saudações e meus cumprimentos, minhas boas vindas para se juntar nesta nossa luta silenciosa, dolorosa e mal reconhecida contra ele, o inimigo, o supremo mestre de tudo que nos antagoniza, o sistema!
Esse texto foi retirado do Site: http://www.duplipensar.net/artigos/2005-Q1/o-que-e-o-sistema.html

segunda-feira, agosto 14, 2006

Auditor Independente - Prerrogativa Profissional dos Contadores

O exercício da atividade de auditoria independente é uma prerrogativa profissional dos contadores legalmente habilitados por registro em Conselho Regional de Contabilidade. Aqueles contadores que desejam atuar nessa área necessitam registrar-se na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A CVM exige o preenchimento de alguns requisitos para a liberação do registro. Esses requisitos e outras informações estão contidos na Instrução CVM Nº 308/99 e da respectiva Nota Explicativa.

Transcrevi o artigo 3º e 30 da citada Instrução:
“Art. 3º Para fins de registro na categoria de Auditor Independente - Pessoa Física, deverá o interessado atender às seguintes condições:
I - Estar registrado em Conselho Regional de Contabilidade, na categoria de contador;
II - Haver exercido atividade de auditoria de demonstrações contábeis, dentro do território nacional, por período não inferior a cinco anos, consecutivos ou não, contados a partir da data do registro em Conselho Regional de Contabilidade, na categoria de contador, nos termos do art.
III - Estar exercendo atividade de auditoria independente, mantendo escritório profissional legalizado, em nome próprio, com instalações compatíveis com o exercício da atividade, em condições que garantam a guarda, a segurança e o sigilo dos documentos e informações decorrentes dessa atividade, bem como a privacidade no relacionamento com seus clientes;
IV - Possuir conhecimento permanentemente atualizado sobre o ramo de atividade, os negócios e as práticas contábeis e operacionais de seus clientes, bem como possuir estrutura operacional adequada ao seu número e porte; e
V – Ter sido aprovado em exame de qualificação técnica previsto no art. 30.
Art. 30 - O exame de qualificação técnica será realizado, no mínimo no primeiro semestre de cada ano, com vistas à habilitação do auditor independente para o exercício da atividade de auditoria de demonstrações contábeis para todas as entidades integrantes do mercado de valores mobiliários.
Parágrafo único. O exame de qualificação técnica será aplicado pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC em conjunto com o Instituto Brasileiro de Contadores - IBRACON ou por instituição indicada pela CVM, nos moldes a serem definidos em ato próprio. ”

> REGULAMENTAÇÃO E LEGISLAÇÃO:

· Lei 6.385/76
A Lei 6.385/76 estabelece que somente os auditores independentes (pessoas físicas ou empresas de auditoria contábil) registrados na Comissão de Valores Mobiliários podem auditar as demonstrações financeiras ou contábeis das cias. abertas e das instituições, sociedades ou empresas que integram o sistema de distribuição e intermediação de valores mobiliários. Íntegra da lei

· Lei 6.404/76
A Lei 6.404/76 estabelece que as demonstrações financeiras ou contábeis das cias. abertas devem ser, obrigatoriamente, auditadas por auditores independentes registrados na Comissão de Valores Mobiliários (§ 3º , art. 177). Íntegra da lei

· Decreto – Lei 9.295/46 http://www.cfc.org.br/

· Resoluções CFC Nº 910/01
· Resoluções CFC Nº 820/97
· Resoluções CFC Nº 821/97
· Instrução CVM Nº 308/99 · Nota Explicativa da Instrução CVM Nº 308/99

HISTÓRIA DA CONTABILIDADE

A história da contabilidade é tão antiga quanto a própria História da Civilização. Esta presa às primeiras manifestações humanas da necessidade social de proteção à posse e de perpetuação e interpretação dos fatos ocorridos com o objeto material de que o homem sempre dispôs para alcançar os fins propostos.
Nos primeiros tempos da Humanidade havia apenas o senso do coletivo em tribos primitivas. O estabelecimento de um habitat permitiu a organização da agricultura e do pastoreio. A organização econômica acerca do direito do uso do solo acarretou em separatividade, rompendo a vida comunitária, surgindo divisões e o senso de propriedade. Assim, cada pessoa criava sua riqueza individual.
Ao morrer, o legado deixado por esta pessoa não era dissolvido, mas passado como herança aos filhos ou parentes. A herança recebida dos pais (pater, patris), denominou-se patrimônio. O termo passou a ser utilizado para quaisquer valores, mesmo que estes não tivessem sido herdados.
A origem da Contabilidade está ligada a necessidade de registros do comércio. Há indícios de que as primeiras cidades comerciais eram dos fenícios. A prática do comércio não era exclusiva destes, sendo exercida nas principais cidades da Antiguidade. A atividade de troca e venda dos comerciantes semíticos requeria o acompanhamento das variações de seus bens quando cada transação era efetuada. As trocas de bens e serviços eram seguidas de simples registros ou relatórios sobre o fato. Mas as cobranças de impostos, na Babilônia já se faziam com escritas, embora rudimentares. Um escriba egípcio chegou a contabilizar os negócios efetuados pelo governo de seu país no ano 2000 a.C.

À medida que o homem começava a possuir maior quantidade de valores, preocupava-lhe saber quanto poderiam render e qual a forma mais simples de aumentar as suas posses; tais informações não eram de fácil memorização quando já em maior volume, requerendo registros.

Foi o pensamento do "futuro" que levou o homem aos primeiros registros a fim de que pudesse conhecer as suas reais possibilidades de uso, de consumo, de produção etc.

Com o surgimento das primeiras administrações particulares aparecia a necessidade de controle, que não poderia ser feito sem o devido registro, a fim de que se pudesse prestar conta da coisa administrada.
É importante lembrarmos que naquele tempo não havia o crédito, ou seja, as compras, vendas e trocas eram à vista. Posteriormente, empregavam-se ramos de árvore assinalados como prova de dívida ou quitação. O desenvolvimento do papiro (papel) e do cálamo (pena de escrever) no Egito antigo facilitou extraordinariamente o registro de informações sobre negócios.
A medida em que as operações econômicas se tornam complexas, o seu controle se refina. As escritas governamentais da República Romana (200 a.C.) já traziam receitas de caixa classificadas em rendas e lucros, e as despesas compreendidas nos itens salários, perdas e diversões.No período medieval, diversas inovações na contabilidade foram introduzidas por governos locais e pela igreja. Mas é somente na Itália que surge o termo Contabilitá.

Podemos resumir a evolução da ciência contábil da seguinte forma:
CONTABILIDADE DO MUNDO ANTIGO - período que se inicia com a civilização do homem e vai até 1202 da Era Cristã, quando apareceu o Liber Abaci , da autoria Leonardo Fibonaci, o Pisano.
CONTABILIDADE DO MUNDO MEDIEVAL - período que vai de 1202 da Era Cristã até 1494, quando apareceu o Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas) de Frei Luca Pacioli, publicado em 1494, enfatizando que à teoria contábil do débito e do crédito corresponde à teoria dos números positivos e negativos, obra que contribuiu para inserir a contabilidade entre os ramos do conhecimento humano.
CONTABILIDADE DO MUNDO MODERNO - período que vai de 1494 até 1840, com o aparecimento da Obra "La Contabilità Applicatta alle Amministrazioni Private e Pubbliche" , da autoria de Franscesco Villa, premiada pelo governo da Áustria. Obra marcante na história da Contabilidade.
CONTABILIDADE DO MUNDO CIENTÍFICO - período que se inicia em 1840 e continua até os dias de hoje.

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